StartupBlink 2026 coloca a capital paranaense como 8º ecossistema da América Latina; Londrina e Maringá também avançam

Paraná ganha força no ranking global de ecossistemas de startups, com Curitiba no top 3 nacional

StartupBlink 2026 coloca a capital paranaense como 8º ecossistema da América Latina; Londrina e Maringá também avançam, em meio ao crescimento da agenda estadual de inovação, ciência e tecnologia. / Foto: Divulgação PMC

O Paraná aparece no Global Startup Ecosystem Index 2026, da StartupBlink, com sinais de consolidação em diferentes frentes do seu ecossistema de inovação. Além de manter Curitiba entre os três principais polos de startups do Brasil, o ranking mostra avanços relevantes de cidades do interior, como Londrina e Maringá, indicando uma distribuição mais ampla da atividade empreendedora no estado.

A leitura acompanha um momento de fortalecimento econômico e institucional do Paraná. O estado vem se consolidando como a quarta maior economia do país e, nos últimos anos, ampliou o volume de investimentos públicos em inovação, ciência e tecnologia. Em 2025, o governo estadual investiu R$ 609 milhões na área, em uma agenda que conecta universidades, centros de pesquisa, startups, empresas de base tecnológica, fundos públicos e políticas de desenvolvimento regional.

No ranking da StartupBlink, Curitiba aparece como o terceiro maior ecossistema de startups do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. No recorte latino-americano, a capital paranaense ocupa a 8ª posição, além de figurar na 146ª colocação global. A cidade avançou três posições em relação ao ranking anterior e registrou crescimento de 10,5% na pontuação.

Para Dario Paixão, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, o resultado reforça um ciclo de afirmação da cidade nesta pauta. “Curitiba vive um momento de afirmação como um dos principais polos de inovação da América Latina. Isso mostra que o nosso trabalho consistente, feito em parceria com poder público, universidades, empresas e empreendedores, está gerando resultados concretos”, afirma.

Segundo ele, o desafio agora é ampliar a densidade do ecossistema, com foco em talentos, capital, conexões internacionais e impacto econômico. “O que precisamos agora é aprofundar essa vocação, atraindo e retendo talentos, ampliando o acesso a capital, fortalecendo conexões internacionais e garantindo que a inovação gere impacto na vida real das pessoas, em forma de emprego, renda e qualidade de vida”, diz Paixão.

O avanço de Londrina e Maringá

O avanço paranaense, no entanto, não está restrito à capital. Londrina aparece na 673ª posição global e na 20ª colocação entre os ecossistemas brasileiros, com um salto de 211 posições em relação a 2025. Maringá, por sua vez, ocupa a 702ª posição global e a 21ª no Brasil, depois de avançar 58 posições no ranking.

Para Adriano Krzyuy, presidente da Assespro-PR, o desempenho das cidades paranaenses reflete uma construção de longo prazo: “este estudo demonstra o que vem sendo realizado há vários anos, em um trabalho contínuo e direcionado a tecnologia e inovação, tanto em Curitiba quanto no interior, com a ascensão de regiões como Londrina e Maringá”, afirma.

Durante o Smart City Expo, por exemplo, foi apresentado um projeto inédito no país: um parque tecnológico voltado ao desenvolvimento de inovação e tecnologias para cidades, instalado em um projeto imobiliário privado, em Maringá. No mesmo evento, a prefeitura  de Curitiba anunciou uma série de programas para transformação digital para corporações, aceleração de startups, desenvolvimento de soluções para cidades inteligentes, gestão de hubs de inovação e apoio a novos negócios.

A presença destas cidades também reforça uma característica importante da economia local: a capacidade de formar polos regionais com vocações próprias. A diferença, agora, é que esse movimento começa a aparecer com mais força também nos rankings internacionais de ecossistemas.

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