ENGIE inclui Paraná em programa de R$ 5 milhões para inovação em energia solar
Projeto liderado pelo Lactec integra primeira rodada do InovaSolar, iniciativa nacional que financia soluções para eficiência operacional em usinas fotovoltaicas. Foto: Divulgação
A ENGIE Brasil Energia incluiu o Paraná na primeira rodada de contratações do InovaSolar, programa nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) voltado à eficiência operacional de usinas solares. A iniciativa reúne investimentos de R$ 5 milhões nesta fase inicial e deve ampliar o número de projetos apoiados ao longo do ano.
O estado participa por meio do Lactec, responsável pelo desenvolvimento do projeto Smart Tracker — uma ferramenta computacional voltada à predição de danos e ao monitoramento do comportamento estrutural de trackers fotovoltaicos, estruturas que acompanham a movimentação do sol para maximizar a geração de energia.
Com 65 anos de atuação e sede em Curitiba, o Lactec atua em pesquisa, desenvolvimento e serviços tecnológicos para setores como elétrico, industrial e de mobilidade. A instituição opera com uma base multidisciplinar de engenharia e mantém projetos em parceria com empresas, concessionárias e órgãos públicos, especialmente em temas ligados à transição energética, redes inteligentes e fontes renováveis.
Com duração prevista de 18 meses, o projeto utilizará simulações e monitoramento em campo em uma usina da ENGIE a ser definida. A proposta é antecipar falhas e aumentar a confiabilidade operacional dos parques solares, reduzindo custos de manutenção e perdas de geração.
Foco em projetos eficientes e de rápida aplicação
O InovaSolar recebeu 141 propostas em todo o país, com 67 projetos avançando para avaliação detalhada e 28 selecionados para apresentação no Pitch Day. Ao final, 13 iniciativas foram incorporadas ao portfólio de PD&I da companhia, incluindo projetos de diferentes regiões e perfis — de universidades e institutos de ciência e tecnologia a startups e empresas de base tecnológica.
Além do Paraná, há projetos em estados como Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul, indicando uma distribuição nacional dos esforços de inovação. Nesta primeira rodada, três contratos foram formalizados, com novas contratações previstas até o fim do ano.
Segundo a ENGIE, o foco do programa está em soluções com maior maturidade tecnológica e aplicação no curto prazo, com ênfase em eficiência operacional, aumento de geração e desenvolvimento regional.
“O InovaSolar teve como foco a eficiência operacional e a geração de energia dos parques solares no Brasil, priorizando soluções originais e inéditas, com alto grau de maturidade tecnológica, alinhadas aos temas estratégicos propostos. Também foi adotado, como critério de priorização, a aplicabilidade dos resultados no curto prazo e ao desenvolvimento regional”, afirma o gerente de Gestão da Performance e Inovação da ENGIE, Mário Wilson Cusatis.
