Projetos em diferentes regiões do PR avançam em infraestrutura científica, apoio a novos negócios e soluções aplicadas à qualidade de vida

Giro pelo ecossistema PR | Supercomputadores, apoio a startups e tecnologias para água e agro no radar

Projetos em diferentes regiões do Paraná avançam em infraestrutura científica, apoio a novos negócios e soluções tecnológicas aplicadas à qualidade de vida. / Foto: Divulgação/SElA

Movimentos recentes da inovação paranaense passam a ser reunidos no Giro pelo Ecossistema PR, nova seção do The Builders Paraná. O espaço acompanha projetos, programas, startups e infraestruturas que, mesmo sem justificarem isoladamente uma reportagem mais extensa, ajudam a revelar tendências, conexões e oportunidades em diferentes regiões do estado.

Nesta primeira edição, o giro vai da expansão da capacidade científica das universidades ao apoio a novos negócios e ao desenvolvimento de tecnologias para monitoramento da água e controle de agentes contaminantes no campo.

Supercomputadores nas universidades estaduais

O Governo do Paraná avançou nas tratativas com o Centro de Desenvolvimento de Computação Avançada da Índia, o C-DAC, para instalar supercomputadores nas sete universidades estaduais.A proposta prevê transferência de tecnologia, capacitação de profissionais e montagem dos equipamentos no Paraná, com participação da Hi-Mix, empresa de Pato Branco, e da indiana VVDN Technologies. O projeto, inicialmente concentrado na Universidade Estadual de Ponta Grossa, foi ampliado para as demais instituições estaduais.

A futura rede poderá ampliar a infraestrutura disponível para pesquisas em áreas como inteligência artificial, bioinformática, agronegócio e estudos climáticos. Ainda não foram divulgados o investimento, a capacidade dos equipamentos ou o cronograma de implantação. Também permanece em aberto a possibilidade de acesso à estrutura por startups e empresas.

A ampliação da capacidade científica é uma parte do desafio. Outra é transformar conhecimento e tecnologia em novos negócios — frente em que o Paraná também vem aumentando os recursos destinados a startups em estágio inicial.

Paraná Anjo Inovador amplia apoio a startups

A primeira edição do Paraná Anjo Inovador apoiou 68 startups e contribuiu para a geração de mais de 370 empregos, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial.

Na segunda edição, o programa destinou R$ 20 milhões a 80 empresas de 15 municípios. Uma terceira rodada prevê mais R$ 10 milhões para apoiar até 40 startups, com aportes individuais de até R$ 250 mil.

Os números mostram a expansão de uma política estadual voltada a negócios inovadores em estágio inicial. Uma avaliação mais ampla, porém, dependerá de indicadores como sobrevivência das empresas apoiadas, crescimento do faturamento, captação de investimentos privados e produtos efetivamente lançados no mercado.

Enquanto os programas públicos procuram ampliar o número de empresas inovadoras, projetos nascidos em universidades e ambientes de inovação avançam em aplicações mais diretamente relacionadas à saúde, ao meio ambiente e à produção de alimentos.

Tecnologia aplicada à qualidade da água

A Equalys Solutions (foto), startup criada a partir de pesquisas da Universidade Federal do Paraná, ingressou na incubadora do Tecpar com uma plataforma voltada ao monitoramento da qualidade da água.

A solução combina sensores e biossensores para realizar análises diretamente no local da coleta, com resultados disponibilizados em uma plataforma digital. A proposta é reduzir a dependência do envio de amostras a laboratórios, processo que pode elevar custos e atrasar a identificação de alterações na água.

A tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento e validação. O próximo passo será demonstrar sua precisão, viabilidade econômica e capacidade de aplicação em diferentes ambientes.

Biopark recebe fábrica de tecnologia para controle de fungos e bactérias

Também na área de tecnologias relacionadas à água e ao controle sanitário, o Biopark, em Toledo, recebeu a primeira fábrica brasileira do SteriClean, solução desenvolvida na Hungria para combater fungos, bactérias e outros agentes contaminantes.

A tecnologia utiliza água submetida a processos de filtragem, purificação e alteração de carga elétrica para adquirir propriedades oxidativas. Entre 2023 e 2025, a solução passou por testes acompanhados pelo Tecpar em cultivos agrícolas e diferentes ambientes produtivos.

A nova etapa inclui R$ 6 milhões do Fundo Paraná para pesquisas sobre aplicações na pecuária, com estudos relacionados à mastite bovina, salmonella e à desinfecção de aviários e equipamentos de ordenha. Os testes deverão indicar a eficácia e a viabilidade da tecnologia em maior escala.

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