Anjo inovador: 40 startups poderão receber aportes de até R$ 250 mil cada para desenvolver soluções para o futuro da economia e das cidades.

Programa Anjo Inovador terá R$ 10 milhões para apoiar startups do Paraná

Nesta edição, até 40 startups poderão receber aportes de até R$ 250 mil cada para desenvolver soluções ligadas a áreas consideradas estratégicas para o futuro da economia e das cidades. / Foto: Divulgação (SElA/PR)

O ecossistema de inovação do Paraná entra em uma nova rodada de incentivo público às startups. O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial do Paraná (Seia), lançou o terceiro edital do programa Paraná Anjo Inovador, iniciativa que vai destinar até R$ 10 milhões para apoiar empresas inovadoras sediadas no estado.

Nesta edição, até 40 startups poderão receber aportes de até R$ 250 mil cada para desenvolver soluções ligadas a áreas consideradas estratégicas para o futuro da economia e das cidades. Entre os temas prioritários estão agricultura e agronegócio, biotecnologia e saúde, energias sustentáveis, cidades inteligentes, inteligência artificial, automação ética, educação e economia.

As inscrições estão abertas até 14 de junho, por meio do sistema e-Protocolo do Governo do Estado.

O Anjo Inovador se consolidou nos últimos anos como uma das principais políticas públicas de fortalecimento do empreendedorismo inovador no Paraná. Somando as três edições, o programa chegará a R$ 47 milhões em investimentos públicos destinados a startups.

A primeira edição, lançada em 2023, recebeu 188 projetos e selecionou 68 startups. Segundo dados do governo estadual, as empresas apoiadas geraram 378 empregos diretos e indiretos, enquanto 61% delas alcançaram sustentabilidade financeira.

Já o segundo edital, publicado em 2024, ampliou significativamente a procura: foram 545 projetos submetidos — crescimento de 190% em relação à primeira edição. Um dado simbólico mostra o efeito indireto do programa: 101 startups foram abertas entre a publicação do edital e o encerramento das inscrições, indicando que o próprio mecanismo ajudou a estimular a criação de novas empresas inovadoras no estado.

“O programa já se consolidou como referência nacional no apoio às startups”, afirmou o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, ao anunciar o novo edital.

Somando as três edições, o programa chegará a R$ 47 milhões em investimentos públicos destinados a startups. / Foto: Divulgação

Cases: da biotecnologia ao mercado pet

Entre os exemplos apoiados pelo programa está a Hyla Biotech, startup spin-off da Fundação Oswaldo Cruz em Curitiba, que desenvolve um biossensor para detecção rápida de câncer de mama. A tecnologia busca permitir exames menos invasivos e mais acessíveis, utilizando apenas uma amostra de sangue e com resultado em cerca de 30 minutos. Com os recursos do Anjo Inovador, a startup conseguiu ampliar sua equipe de pesquisadores e avançar no desenvolvimento do kit diagnóstico.

Outro case é a Cattus, startup instalada no Biopark, em Toledo. A empresa desenvolveu uma caixa de areia inteligente para gatos, projetada para facilitar a limpeza e reduzir odores. Criada pelo veterinário gaúcho Carlos Sanchez, a startup chegou ao Paraná após conexão com o ambiente de inovação local e encontrou no programa uma forma de acelerar o desenvolvimento do produto.

Como funciona

O Paraná Anjo Inovador é voltado para empresas enquadradas como startups, com sede no Paraná, receita bruta anual de até R$ 16 milhões e até 10 anos de CNPJ. As empresas também precisam manter vínculo com ambientes promotores de inovação, como incubadoras, hubs, parques tecnológicos ou aceleradoras.

Os recursos são concedidos em formato de subvenção econômica — modelo no qual o governo financia diretamente o desenvolvimento tecnológico das empresas sem exigir participação societária.

Além da análise documental, as propostas passam por avaliação técnica baseada em critérios como grau de inovação, potencial de impacto, capacidade da equipe e plano de investimento.

Na prática, o programa atua em uma etapa considerada crítica para startups early-stage: o momento em que a empresa já validou uma tese inicial, mas ainda precisa de capital para desenvolver tecnologia, estruturar produto, contratar equipe e acessar mercado.

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