Evento reúne gestores públicos, empresas e especialistas para discutir mobilidade, sustentabilidade, transformação digital e a importância de compreender os aspectos humanos para melhorar a vida em sociedade.

Smart City Expo Curitiba 2026 abre com foco nas cidades como plataformas de inovação e desenvolvimento

Evento reúne gestores públicos, empresas e especialistas para discutir mobilidade, sustentabilidade, transformação digital e a importância de compreender os aspectos humanos para melhorar a vida em sociedade.

A discussão sobre cidades inteligentes deixou de ser apenas tecnológica e passou a cada vez mais considerar fatores humanos como estratégia de desenvolvimento – seja por meio de soluções para moradias populares, espaços para compartilhamento, e o apoio à cultura como um diferencial atrativo aos territórios. Foi com essa visão que começou, nesta quarta-feira (25), o Smart City Expo Curitiba 2026, evento que coloca o tema urbano no centro das discussões sobre inovação, desenvolvimento e competitividade das cidades brasileiras e latino-americanas, com expectativa de reunir mais de 20 mil pessoas na Arena da Baixada.

Com o tema “Cidades como Lugares para Inovar, Criar e Vivenciar”, o encontro reúne até sexta (27) gestores públicos, empresas, startups e especialistas para discutir mobilidade, sustentabilidade, transformação digital, governança e novos modelos de serviços públicos. 

Na abertura, o presidente do Conselho do iCities, Beto Marcelino, destacou que o conceito de cidades inteligentes vem evoluindo ao longo dos últimos anos e que hoje já começa a chegar a municípios de diferentes portes, especialmente na Região Metropolitana de Curitiba. “Esse movimento de cidades inteligentes é acessível. Estamos levando boas práticas para cidades da Região Metropolitana, muitas com quatro ou cinco mil habitantes, com projetos em proteção ambiental, turismo inteligente e empreendedorismo”, afirmou. Segundo ele, a proposta é ampliar o acesso a soluções urbanas e levar inovação também para cidades menores, não apenas para grandes centros.

O prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Sebastião Melo, ressaltou que cidades inovadoras não surgem de forma espontânea, mas a partir da combinação entre conhecimento, ecossistema e decisão política. “Desde que Roma é Roma, as cidades se transformam. Mas para isso é preciso acúmulo: universidades, parques tecnológicos, empreendedores, talentos e, acima de tudo, vontade política”, disse. Melo também afirmou que Porto Alegre tem buscado referências em Curitiba, que classificou como um laboratório urbano brasileiro.

A dimensão internacional do movimento foi destacada por Ricard Zapatero, representante do Smart City Expo World Congress, de Barcelona, que lembrou que o conceito de smart cities ganhou força global a partir da última década e que Curitiba se consolidou como uma das principais referências fora da Europa:  “o movimento de smart cities começou em 2011, e Curitiba hoje é uma das cidades mais importantes desse ecossistema depois de Barcelona”, afirmou.

Evento marca evolução tecnológica no setor público

Além dos debates, o Smart City Expo Curitiba também se tornou, ao longo dos anos, um espaço para lançamento de iniciativas públicas e soluções digitais. Em edições anteriores, o evento foi palco para anúncios relacionados à transformação digital e ao uso de inteligência artificial no setor público. Neste ano, um dos destaques foi o lançamento de um super aplicativo baseado em inteligência artificial para integrar e ampliar a oferta de serviços públicos digitais ao cidadão.

O secretário de Cidades do Paraná, Guto Silva, chamou atenção para um dos principais desafios das cidades brasileiras nos próximos anos: a atração e retenção de talentos.
“Hoje o Paraná tem cerca de 500 mil jovens estudando programação e robótica. O grande desafio das cidades será transformar esse capital humano em desenvolvimento, inovação e qualidade de vida”, afirmou.

Hoje, cidades competem por empresas, talentos, investimentos e projetos de inovação — e aquelas que conseguirem organizar seus ecossistemas, integrar tecnologia à gestão pública e criar ambientes urbanos mais inteligentes tendem a se tornar os principais polos de crescimento nas próximas décadas, destaca.

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