South Summit Brazil abre a 5ª edição discutindo o papel da IA — e a centralidade do humano na inovação
Evento em Porto Alegre reúne investidores, startups e líderes em um momento em que inovação, reconstrução econômica e transição climática entram na agenda. / Foto: Divulgação
A 5ª edição do South Summit Brazil começou nesta quarta-feira (25), em Porto Alegre (RS), reunindo startups, investidores, executivos e representantes do setor público no Cais Mauá. Ao longo de três dias, o evento espera fortalecer a capital gaúcha como um dos principais pontos de articulação do ecossistema de inovação da América Latina.
A cerimônia de abertura, realizada no Arena Stage, contou com a participação de lideranças do evento, como José Renato Hopf, presidente do South Summit Brazil, e María Benjumea, fundadora e presidente do South Summit. Em suas falas, os organizadores destacaram o amadurecimento da edição brasileira e o posicionamento do evento como plataforma global de conexões, negócios e discussão sobre o futuro da tecnologia e da sociedade.
“É inspirador ver o Guaíba como pano de fundo de mais uma edição que posiciona Porto Alegre e o Rio Grande do Sul como polos cada vez mais reconhecidos de inovação. Tenho muito orgulho de acompanhar essa evolução”, afirmou Benjumea.
Hopf reforçou o conceito que orienta a edição de 2026, centrado na relação entre tecnologia e sociedade. “A tecnologia, por si só, não gera valor. O que buscamos é utilizar a inovação como vetor de transformação econômica e social. Porto Alegre vive um momento de protagonismo, com uma das maiores densidades de startups per capita do país, e temos a responsabilidade de converter esse potencial em impacto real e sustentável”, disse.
Impacto, reconstrução e resiliência climática
Entre os destaques da programação do primeiro dia esteve o Impacta RS 2026, iniciativa voltada à capacitação e preparação de negócios de impacto socioambiental para acesso a capital. O programa busca impulsionar soluções ligadas à reconstrução econômica do Estado, resiliência climática e desenvolvimento sustentável, em um contexto ainda marcado pelos efeitos de eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul.
O painel de apresentação do programa reuniu representantes do Banrisul, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do RS e da RegeneraRS, reforçando a articulação entre setor público, iniciativa privada e organizações da sociedade civil.
Tecnologia, regulação e organizações exponenciais
A programação também trouxe discussões sobre o impacto da tecnologia em diferentes setores. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, abordou os desafios da inovação no sistema judiciário e o papel da regulação. “O progresso tecnológico não deve ser temido, mas orientado por regulações que garantam benefícios concretos à sociedade.”
Entre os nomes internacionais, o empresário Salim Ismail falou sobre organizações exponenciais e transformação digital, enquanto Peter Skillman, Global Head of Design da Philips, destacou a importância do design centrado no usuário, especialmente na área da saúde. Executivos de empresas como Microsoft, iFood e MadeiraMadeira também participaram da programação no Arena Stage.
Representantes da IE University discutiram o papel das universidades na formação de lideranças e no desenvolvimento de ecossistemas de inovação, reforçando a conexão entre educação, empreendedorismo e desenvolvimento econômico.
Autoridades como o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e Jorge Audy, da PUCRS/Tecnopuc, também participaram da abertura, evidenciando o alinhamento entre governo, academia e setor produtivo na estratégia de inovação do Estado.
